19 de dez de 2009

A mídia e as religiões


Nesta semana o caso que está chocando o Brasil é o do menino furado sistematicamente com agulhas pelo padastro e a mulher. O caso ocorreu no interior da Bahia. Tudo isso num rito religioso. Qual? A primeira vez que vi na tv, o caso, a reportagem falava que tudo era feito com orientação de uma "mãe-de-santo". Agora não se fala mais em "mãe-de-santo" e sim numa religiosa, num rito religioso.

É explícito o tratamento seletivo da imprensa com casos graves de religiões "afro". Quando se trata de um
crente/evangélico/protestante, fazer algo de ilícito, a crítica cai em cima chamando de fanáticos. Então, esse pessoal que faz ritos religiosos e põe em risco a vida de uma criança não podem ser chamados de fanáticos? A questão não é a crença, e sim os atos ilícitos que elas provocam. Mas não vou jogar todos das religiões "afro" no mesmo bojo, como todos costumam fazer com os cristãos, pois há gente má em todas as camadas religiosas. No entanto, é preciso que se puna à todas essas pessoas de modo justo e não de forma seletiva.

Mas, nesse caso está toda a imprensa tratando o caso de modo perene. Parece que divulgar a religião e a doutrina da mesma seria tratado como preconceito religioso. O casal Hernandes, aquele casal de pastores líderes de uma igreja que cresce cada dia mais, foram expostos na vitrine da mídia, essa que é a voz do povo, depois de levar dólares ilegalmente ao exterior. Que seja feita justiça, mas que seja pra todos, como prediz a constituição.

Tratar de modo diferente os erros daquele que se dizia "oprimido" e ser excessivamente rígido com o chamado "opressor", não é justiça, é só a inversão dos papéis.

Um comentário:

Sara de Cerqueira disse...

O problema é que hoje em dia tudo se tolera, menos a religião protestante.
O cristianismo virou o saco de pancadas de todo mundo.