18 de jan de 2010

HOMEM COM ISOPOR NA CABEÇA



Os artistas costumam nomear seus estudos com títulos como o que vai acima: “Homem com isopor na cabeça”; “Criança com uma flor na mão”; “Mulher com cesto de flores”… Podem mesmo virar títulos das obras, especialmente quando buscam retratar cenas que apelam a uma certa, digamos, pureza telúrica…

Assim como os talibãs resolveram dinamitar os budas esculpidos no Vale do Bamyran, no Afeganistão, em 2001, vamos nos preparar para a possibilidade de os petralhas quererem dinamitar o Cristo Redentor. As duas imagens, esculpidas nas pedras, tinham, respectivamente, 55 e 38 metros de altura. Estavam lá, estima-se, desde o século V, bem antes da invasão islâmica, por volta do século 9. Os terroristas também destruíram imagens que estavam no Museu de Cabul.

Os talebans fizeram aquela coisa miserável em nome de sua religião. Alguns que se dizem agnósticos ou ateus querem eliminar o crucifixo das repartições em nome de sua não-religião e do estado laico. Em qualquer dos casos, não se suporta é a diferença. E vamos parar com a cascata de que o Cristo ou os feriados católicos nada têm a ver com a Cruz. Não???

Mas fiquem tranqüilos! No dia em que o Cristo Redentor vier abaixo, coloca-se no lugar a estátua que abre este post: “Homem com isopor na mão”. A imagem me foi enviada por um leitor Os petralhas considerariam justíssimo e certamente indagariam: “Quem fez mais pelo povo? Cristo ou Lula?”

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