10 de jan de 2010

Mediocriodade individualizada e a rebelião das massas

O homem medíocre vê no pouco que “sabe” uma amplitude de sabedoria. O intelectual vê no muito que estudou e aprendeu um vazio orbital. É neste contexto que as massas reagem, guiados por palavras altruístas e de ordem, sem saber que estão sendo teleguiados por uma minoria progressista mais egocêntrica que Narciso.

O senso de animal irracional, tão primitivo quanto à roda, fica enrustido de razão do povo, que é entendida pelo próprio povo como uma virtude inabalável, razão essa, recebida instantaneamente via download divino. A justiça escrita nos papéis, como as constituições, conquistadas a duras penas e feita para proteger os cidadãos, logo são entendidas como empecilho para uma eventual revolução e assim as massas acham necessário agir a margem da lei para atingir seus propósitos.

Atos criminosos e ilegais tornam-se a metodologia das massas, deixando assim a característica de movimento social para entrar nos parâmetros terroristas e de barbáries. Tudo isso é a coletividade de homens medíocres, capazes de lutar por qualquer ideal, mas, nunca entendê-los. Mais condicionados que os ratos de Pavlov, são guiados por estímulos, ao som da voz do líder supremo babam como os cachorros e ouvem as estúpidas palavras, inimigas de qualquer bom senso crítico, e acabam acreditando que 2 + 2 são 5.

Tudo isso que está acontecendo no mundo é muito perigoso, a ditadura do politicamente correto obriga qualquer cidadão a seguir o uníssono da imprensa mundial. Ai (!) de quem proferir palavras contrárias às verdades em voga, o que impossibilita também de praticá-las sob a pena de ser expurgado do meio social.

Se Ortega Y Gasset alertava naquela época alertava toda a Europa para o perigo da rebelião das massas, não podemos acreditar num prognóstico menos catastrófico para o nosso futuro bem breve. Previsões escatológicas são bem vindas, em função do atual contexto global, mas fica sempre aquela esperança de bons tempos, mesmo que ela morra dia a dia até o último suspiro da nossa humanidade. Neste caso, eu fico com quem sempre estive: a Bíblia.

2 comentários:

DD disse...

Talvez lhe conviesse dar uma lida n'"O Homem Medíocre", de José Ingenieros. Boas observações ali, embora também haja coisas bastante discutíveis.

Henrique Lima disse...

Por coincidência estou lendo.