29 de mar de 2010

Ativismo Gay

Assistindo ao programa de Serginho Groisman, “Altas Horas”, a sexóloga Laura Müller fala das formas de transmissão de AIDS e do grau de perigo para cada modalidade: a oral, vaginal e anal. Afirma a doutora que o sexo anal é o que transmite em maior grau o vírus do HIV em detrimento das outras formas. E para maior segurança é necessário usar a camisinha mesmo no sexo oral. Motivo de risos na platéia.

Então me pergunto: em que tipo de comportamento sexual, o sexo anal é preponderante? Quem, no ato sexual, põe camisinha para praticar sexo oral? Será que a camisinha, um utensílio de látex protegerá sempre pessoas que tem o hábito de trocar de parceiros corriqueiramente? A camisinha feminina é praticamente inutilizada, como se protegem as lésbicas?

No reality show global Big Brother Brasil décima edição, um dos participantes, Marcelo Dourado, afirmou, perante outros dois participantes gays, que só quem pegava HIV eram os homossexuais. Ignorância ou se expressou mal o participante, o fato é que HIV é um vírus e não escolhe sexo para se instalar. Em contrapartida, a maioria dos homossexuais se expõe mais aos perigos das DST’s em função da liberalidade sexual e da intensa troca de parceiros. A declaração de Marcelo Dourado foi o bastante para uma intervenção estatal, mesmo depois que o apresentador do programa ter esclarecido que a posição da emissora não era a mesma dos participantes e que o HIV não é de exclusividade dos homossexuais. Motivo também de revolta de alguns infectologistas que afirmaram até “que a posição foi extremamente prejudicial para a saúde pública do país”. Será?!

Agora pergunto: e quando um homossexual, diretor de movimento gay, junta-se a vigilância sanitária e afirma que o “HIV é uma doença gay”, o que devemos pensar? Não foi padre, pastor, rabino, mulçumano ou qualquer tipo de religioso, foi um ativista gay, diretor executivo da Força Tarefa Nacional Gay e Lésbica. Matt Foreman confessa que “internamente, quando esses números são divulgados, a classe de militantes gays parece reagir com indiferença em massa, como se isso não fosse nosso problema. Gente, com 70 por cento dos portadores do HIV deste país (EUA) sendo gays ou bissexuais, não podemos negar que o HIV é uma doença gay. Temos de aceitar isso e enfrentar a verdade”.

A questão é que, crucificaram o Marcelo Dourado por que ele falou uma bobagem se comparada ao que confessou o ativista gay americano. Mas, a imprensa brasileira é muito pobre, se resume a esse quintal chamado Brasil, coisas como essa que aconteceu no EUA nunca serão veiculadas nos meios televisivos brasileiros. Esta é a nova onda, este é o novo tabu.


Nenhum comentário: