26 de mar de 2010

O povo unido jamais terá juízo

Quem nunca ouviu ou cantou aquele grito de guerra: "O povo unido jamais será vencido". Pois é, só que o povo não sabe que quando estão aglomerados se igualam aos primatas, a manada ou tornam-se bucéfalos raivosos. Guiados por instintos selvagens, nem emoção e razão podem segurar este perigoso elemento de elementos que é massa.


É o que acontece no julgamento do caso da menina Isabella. Uma multidão que nunca se interessou por justiça, agora reunidos num amontoado em frente ao tribunal esperam o fim do julgamento e lógico a condenação do pai e da madrasta, os principais suspeitos da morte da criança.


Segunda a massa, diplomada em conglomeração de carnavais, já está dado o veredito: culpados! Um pastor começou então a pregar para todos: tenham paciência, não podemos condenar ninguém antes da hora. Teve que ser escoltado por policiais do local, não foi só ele, algumas pessoas que acreditam na versão do pai e da madrasta tiveram que sair do local. Não estou defendendo a atitude do pastor e dos que acreditam na defesa do caso, mas sim analisando o comportamento da massa.   


"Renuncia-se à convivência de cultura, que é uma convivência sob normas, e retrocede-se a uma convivência bárbara." (Ortega y Gasset)



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