1 de abr de 2010

Dois caminhos, duas prisões

Isso tudo parece àquela história "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Tiraram o Lago do Maranhão, e uma cidade sem lago perece na sequidão. A flora esverdeada dá lugar ao marrom do barro, a fauna robusta e vívida se disseca sob o ardor do sol e transforma-se em ossadas que exalam o mal cheiro.

O Maranhão todo numa só mão parece escorrer-se um pouco entre os dedos do malfeitor, mas para cair no solo infértil dos utopistas da aurora da humanidade.

A unidade federativa do Maranhão sonha com um Roberto Micheletti, mas a cumplicidade de um Lula faz evaporar as esperanças. E o futuro do Maranhão espera um certo algoz desfalecer para ver se ao menos sobra um pouquinho de Democracia dos restos que serão disputados entre os herdeiros do trono maldito e os utopistas que transformam ouro  em barro.


Trecho

 “Tem coisas que só acontecem com o Botafogo”, ouvem desde a infância torcedores de todos os times do Rio. Tem coisas que só acontecem com o Maranhão, desconfiam brasileiros de todas as paragens, perplexos com a contemplação do duelo entre a tirania dos coronéis e a ditadura dos stalinistas ─ duas velharias de outros séculos.

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