1 de abr de 2010

A guerra começou e com ela o chororô

A propaganda eleitoral só começa pra valer após a copa do mundo de futebol, se as duas coisas acontecessem ao mesmo tempo o eleitor iria pras urnas e votaria Dunga pra presidente, caso a seleção brasileira obtivesse sucesso pelo menos parcial. Quem é José Serra, Dilma Roussef e Marina Silva? Perguntaria o brasileiro.

O fato é que a disputa começou pra valer essa semana, quando os principais nomes pra concorrer à presidência se desvincularam de seus cargos, como manda a lei eleitoral. As artimanhas eleitorescas começaram faz tempo para Dilma e seu mestre Lula. Mas no discurso de despedida da Casa Civil (tomara nunca mais volte) ela chorou ao falar de Lula. Serra no seu discurso de despedida do governo de São Paulo também chorou. Marina Silva achou pouco e não quis ficar fora da disputa e chorou, lá em Garanhuns, terra que concebeu Lula ao mundo.

Está faltando um cabra invocado chorar, Ciro Gomes. Deverá encostar a cabecinha no ombro de Lula e derramar lágrimas de suplícios. O subordinado de Lula recebeu uma facada pelas costas, mesmo depois de todo o seu servilismo. Perdeu Ciro! Lula manda no PT e no PSB, seu partido. Serve de lição. Mas Ciro é que nem “puta ruim” -- apanha, apanha, apanha e não aprende.

Enquanto isso os candidatos estão se adiantando para corrida. Dilma como chaveiro de Lula, vai inaugurando obras inacabadas. É que a oposição ainda não entendeu o PT. Eles inauguram a obra quando ela começa, quando está pela metade e pouco antes de acabar. Marina Silva, dia desses, deu uma palestra numa faculdade no interior de São Paulo, faculdade lotada de alunos querendo o ½ ponto prometido a quem estivesse presente. Talvez só José Serra esteja cumprindo toda a reza do TSE, mas pra não dizer que não falei de espinhos, acho que o choro dele também foi marketing. Afinal, quem não chora não mama!


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