16 de abr de 2010

SENSUS: O CASO DA PESQUISA RECENTE E UM FATO PRA LEMBRAR

Não entro nessa de teoria de conspiração contra pesquisa de intenção de voto, jamais endosso maluquices e geralmente tiro sarro de meganofices baseadas em ilações. Mas a pesquisa do instituto Sensus, desde o início, apresentou indícios bem estranhos. Aliás, desde ANTES do início.

O trabalho teria sido encomendado por um tal Sindecrep (Sindicato de Trabalhadores em Concessionárias de Rodovias). Foi o que o instituto informou ao TSE, na ocasião do registro da pesquisa. Pois bem: não foi. O próprio sindicado NÃO SABIA DE NADA. Daí, rapidamente, corrigiram. Na verdade, era outro sindicato, o Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo – ligado à Força Sindical, que apoia Dilma).

Sobre o tema, o Sensus não quis falar e, além disso, publicou os dados antes do prazo legal, infringindo a legislação eleitoral e, com isso, permitindo que fiscais de partidos políticos impugnassem judicialmente o trabalho.

Agora, o TSE atendeu ao pedido do PSDB, para ter acesso aos dados do instituto. Trata-se, portanto, de uma ORDEM JUDICIAL. E o que faz o Sensus? Não permite a entrada dos técnicos do partido em sua sede (consequentemente, não lhes dá acesso aos dados e, por conseguinte, não cumpre a ordem).

Esqueçam teorias conspiratórias.

São vários fatos, nenhuma ilação. Não é um “fulano disse” ou “isso aí me parece estranho” ou “os amigos da padaria discordam do resultado”. Vamos lá:
a) A pesquisa é registrada tendo como contratante um sindicato X que, curiosamente, não sabia de nada;
b) DEPOIS do registro, mudam o contratante lá mesmo no TSE, para um contratante Y, outro sindicato;
c) Publicam o resultado em prazo fora da legislação;
d) O TSE, obedecendo o que determina a lei, concede ao PSDB acesso aos dados da pesquisa mas, CONTRARIANDO ORDEM JUDICIAL, o instituto não permite aos técnicos do partido que vejam tais documentos.

Por quê? Qual o motivo disso? E alguém teria explicações plausíveis para TODOS esses fatos? Um instituto “confundiria” o nome do contratante? Por que desobedeceria o prazo legal de divulgação? Por que não permitiu a entrada dos técnicos para verificar a documentação, já que tinham Ordem Judicial para tanto?

Agora, depois de “pedir um tempo”, o instituto disse que vai liberar o acesso a partir das 16h desta sexta-feira, aos técnicos do PSDB e de todos os partidos, e também à imprensa. Já é alguma coisa. Falta explicar, porém, as demais questões.

Memória

Em 2006, o Sensus já fazia suas pesquisas. No dia 26/09/2006, publicou que Alckmin teria cerca de 27% das intenções de voto e Lula venceria no primeiro turno (levantamento já realizado pós-dossiê). O que aconteceu? Um errinho de singelos 14 pontos, já que o tucano teve 41% e houve segundo turno. Tentem encontrar qualquer pesquisa nacional, de grande instituto, com erro maior.

Fonte: Imprensa Marrom

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