18 de abr de 2010

Sociedade Castrada

Castração química em discussão

Uma lesão no lóbulo frontal, acima do espaço entre as sobrancelhas, a área de cérebro que distingue o certo e o errado, causando a perda da capacidade de controle moral, seria a fonte da doença reconhecida pela comunidade científica internacional como pedofilia. Conter essa lesão seria a função principal da proposta que tramita no Senado Federal (nº 552/2007), que cria a figura da castração química na legislação brasileira.

LIBIDO
Medicamentos inibem desejo sexual exagerado

Conforme a psiquiatra F.G., que não quis se identificar por já ter tratado de pacientes com tendências à pedofilia, o Conselho Nacional de Medicina não recomenda a castração química. Diz que em outros países o medicamento mais utilizado no tratamento da inibição do libido é o Depo-provera (acetato de medioxyprogesterona), que deve ser utilizado durante 90 dias, sendo uma aplicação intramuscular, por mês. O medicamento causa efeitos colaterais como insônia, convulsões, depressão, tontura, dor de cabeça, nervosismo, sonolência, perda de cabelo, aumento de pêlos, cansaço, reações no local da injeção, febre, redução da tolerância à glicose, perda de cálcio, entre outros.

PADRE ADVERTE
´Seria uma saída cômoda´

O padre espanhol Juan Manoel Rodrigues, psiquiatra e professor da cadeira de Moral Matrimonial, Sexual e Bioética, da Faculdade de Teologia Católica de Fortaleza, diz que em um primeiro momento se poderia até pensar que a castração química seria a solução, mas na verdade é apenas uma saída mais cômoda para a sociedade ficar mais tranquila, "mas não é o remédio", afirma.

Para ele, o problema existe e está sendo muito falado atualmente. Diz que a própria situação do mundo é causadora de tantos absurdos. "Devemos trabalhar a valorização da pessoa humana e principalmente das crianças. Se elas não são valorizadas, cuidadas e amparadas pelos próprios pais, como há de ser o futuro delas", indaga. - Diário do Nordeste


O que é diferente é que, hoje, quase todas as aberrações sexuais são vistas como normais, e até mesmo celebradas. A única exceção, o último tabu, é a pedofilia. (Até incesto, se feito por maiores vacinados, já é aceito por alguns.) Será que essa atmosfera de liberação geral, e essa erotização precoce das crianças, não contribui para os desvios sexuais de nossa era?


No artigo N1949, informamos que a Associação Americana de Psiquiatria está discutindo a retirada da pedofilia, do exibicionismo, do fetichismo, do travestismo, do voyeurismo, do sadomasoquismo e do distúrbio da identidade sexual da categoria de doenças mentais e que essas práticas sejam declaradas normais!

Comento

A castração é uma punição ou tratamento? Será que o problema é só com pervetido sexual ou a sociedade está envolvida? Essa situação pandêmica de pedofilia surgiu de repente? Tratar todas as questões sexuais como meras escolhas irá um dia normatizar a pedofilia. Leis que blindam modalidades sexuais de serem classificadas por cientistas, filosofias de comentá-las, psicologia de estudá-las, religião de orientá-las é tipicamente uma ordenação sobre os meios que têm direito garantido pela constituição a liberdade, o que caracteriza uma ditadura.

Como combater a pedofilia se o sexo é banalizado, é quase uma brincadeira do dia-a-dia do brasileiro? Uma sociedade entregue a idolatria sexual ainda tende a lutar contra aquilo que ainda é considerada uma perversão, mas uma dia aceitar os argumentos do "direito" de abusar do outro.

Neste caso, a inversão de valores está claro quando se vê uma pessoa ou casal que optaram pela castidade até o casamento serem taxadas de fanáticas religiosas, mas quando um adolescente se envereda pelos homossexualismo a mercê de todo sorte de doenças sexualmente transmissíveis, risco que corre também o heterossexual "sem freio", a sociedade acha tudo muito normal.

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