19 de abr de 2010

Vão trabalhar!


Em Fortaleza, cerca de 1,4 mil manifestantes ocuparam a sede do Palácio do Governo do Ceará para cobrar um projeto de geração de trabalho e renda aos atingidos pelas secas, assistência técnica para assentados e a criação de um banco de sementes crioulas.

Reinaldo Azevedo comenta.

Escrevi “crime” no título? Sim. É um ato criminoso invadir um órgão público, impedindo seus funcionamento e cerceando o direito de ir e vir. E o que vai acontecer com o MST? Nada!

O que é um bem público? É aquele que pertence a todos. Por isso é regulado pelo estado, o ente cuja autoridade é reconhecida pela sociedade. As esquerdas entendem de outro modo: o “público” quer dizer “de ninguém”. E, se é de ninguém, então pertence a elas, que se autoproclamam “representantes do povo”.

Botar essa gente pra fora debaixo de chicote se for o caso, responsabilizando-a civil e criminalmente pelo abuso, nem pensar! Isso, afirmam, seria “satanizar os movimentos sociais”. Como disse Dilma naquele discurso em ato ilegal (!) promovido em São Bernardo, os petistas querem “dialogar”. No caso, “dialogar” com o crime.

Se bem que é preciso reconhecer: a invasão das sedes do Incra é só um simbolismo da militância. O órgão já pertence ao MST. Todos os seus diretores foram, na prática, indicados pelo movimento. Isso quer dizer que o crime contra o estado — e, pois, contra o conjunto dos brasileiros — antecede essa patacoada. Um movimento que nem mesmo tem existência legal detém o controle de uma fatia do estado. E faz o que bem entende, ao arrepio da lei.

Nenhum comentário: