10 de jun de 2010

Marina: mulher negra e sem maquiagem

Existe algo tão clichê quanto um palhaço? Pois foi assim a oficialização de Marina Silva candidata a presidência pelo partido verde. Analogias pobres, uma biografia que priorizava a vida pobre e comparações fora da realidade. Ao elogiar Lula, Marina disse que ele "mostrou que não é preciso fazer o bolo crescer para depois dividir. Ele mostrou que é distribuindo o bolo que a gente pode crescer”. Deixemos a culinária de fora.

Marina ainda disse “espero que no dia 1º de janeiro do ano que vem a gente possa ter a primeira mulher negra presidente do Brasil”. Isso é ainda pior do que as ecochatices dela de seu partido, pois revela que suas maiores qualificações para assumir ao cargo da presidência são duas coisas que estão fora do campo das conquistas e abrangem somente a natureza humana: ser mulher e a cor da pele.

Ainda por cima mal acompanhada do teólogo do bichos, Leonardo Boff que comparou Marina Silva a Mahatma Gandhi. Pois é, um palhaço não aguentou ver tanta palhaçada e invadiu o picadeiro.


2 comentários:

Everardo disse...

A verdade, Henrique, é que não há oposição qualitativa a Lula, uma vez que não há posições de oposição. Os candidatos não conseguem escapar da tentação de prometer o que Lula já está fazendo. Falam em "pode mais", sigbificando acréscimo meramente quantitativo. Serra fala em melhores empregos, e não em mais empregos, mas nessa conotação, não fala em mais porque esbarra em outras limitações, como a capacidade de investimentos do país...

Henrique Lima disse...

Não há oposição a Lula pq ele não é candidato, mesmo que comporte-se como tal, o que lhe rendeu 5 multas do TSE. O que Lula fez foi exatmente o que FHC fez, só que não tem coragem de assumir. O PT não sobrevive sem inimigo, por isso ela inventa um (PSDB)...