3 de jul de 2010

As eleições e suas dinamicidades. Ou: não tem nada ganho, pra nenhum dos lados

Se tem uma coisa chata nas eleições são os analistas que prevêem um resultado diferente a cada pesquisa realizada, eles não analisam mais, profetizam. Ignoram a dinamicidade dos acontecimentos que tornam imprevisível apontar um vencedor. Esnobam também os históricos erros que os institutos de pesquisa protagonizaram, ao contrário do que muitos pensam, erros corriqueiros. Não cabe aos analistas discorrerem sobre o papel político desse ou daquele instituto de pesquisa, mas ignorar o fato igualando a todos por baixo é cientificamente ignorar a racionalidade. 

A cada pesquisa vemos uns soltarem rojões e outros acusarem sabotagem e, de acordo com o resultado, o amor vira ódio e vice e versa, pelo mesmo instituto de pesquisa. Estes, assim como os analistas, ignoram a vontade dinâmica do eleitor e os atores externos que trabalham na coxia dos institutos. Pesquisas têm suas metodologias, mas não são ciências exatas e são inteiramente discutíveis.

Enfim, a Copa do Mundo acabou e vocês entenderão melhor o que falei acima sobre a dinamicidade dos acontecimentos e por isso dos resultados das pesquisas. O brasileiro adormecido se voltará mais aos assuntos políticos, não por que queira, mas por que estará diante de algumas dúvidas sobre Serra, Dilma e Marina e um novo fenômeno: o PT como nunca antes na história deste país, já se vendeu ao PMDB e por isso fará de tudo pra ganhar as eleições, desde boatos, falcatruas e dados fictícios. 

Á luta em prol da democracia!


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