23 de jul de 2010

A história denuncia os "erros" dos institutos de pesquisa e o ceticismo continua

Não é por que o VOX apontou Dilma na frente que vou postar o que vou agora. Se no decorrer da eleição o IBOPE ou o DATAFOLHA apontarem José Serra com uma vantagem de 10, 15 pontos na frente de Dilma não vou declarar a infalibilidade destes 2 institutos de pesquisa, que são, até agora, os únicos que devem ser levados em consideração. Não sou como alguns que depositam credulidade quando convém e noutro dia acuso o instituto de vendável, as vezes até quem solicitou a pesquisa entra na língua do inconstante.

O texto é do dia 26/06/2010, repito só para firmar aquilo que já tinha postado aqui, esteja Dilma ou Serra na frente. Se preciso for, na situação de uma dianteira avantajada de Serra, para conter os ânimos dos militantes do "já ganhou", também farei uma reprise. Á vontade!

Ethan Edwards: pesquisas eleitorais podem muito, mas não podem tudo
Os institutos de pesquisa se tornaram parte da ação política deste ou daquele grupo/partido, foi direto ao ponto o comentário de Ethan Edwards, prontamente transferido para este espaço. Conciso, claro, elegante, o texto introduz exemplarmente o tema das pesquisas eleitorais, que será retomado no post de amanhã. Confira:

Não creio nesses números. Há muito tempo os institutos de pesquisa não pesquisam; tornaram-se parte da ação política deste ou daquele grupo/partido. O próprio PT, quando era outsider, foi vítima desses esquemas. Em São Paulo, mais de uma vez apareceu, dois dias antes da eleição, com dez, vinte por cento a menos do que os votos que efetivamente obteve. No plebiscito sobre o desarmamento, todos os institutos “erraram” por muito, como “erraram” por muito, recentemente, na Colômbia. Os políticos já chegaram à conclusão de que pesquisa é coisa séria demais para ser deixada nas mãos de pesquisadores. Os institutos de pesquisa destinam-se, hoje, a induzir a opinião pública, não a compreendê-la.

Entretanto, é bom lembrar que as pesquisas podem muito, mas não podem tudo. Principalmente, elas não podem chocar-se contra o senso comum. Não há pesquisa capaz de impingir aos eleitores franceses um líder nacionalista que tenha sotaque alemão. Jânio Quadros e Collor eram loucos, mas o que diziam fazia sentido, inspirava confiança em milhões de pessoas, soava plausível. Lula literalmente enfeitiça seus eleitores. Dilma Rousseff é o oposto de tudo isso. É como se ela não conseguisse disfarçar um permanente e profundo enfado, quando não mal-estar, diante de todas essas “banalidades” que as pessoas comuns amam, respeitam, admiram. Um dos elementos do carisma é a simpatia. Dilma Rousseff é incapaz de gerar essa emoção. E isso nenhum instituto de pesquisa conseguirá lhe dar.

O senso comum prevalecerá. Os “franceses” não votarão numa “alemã”.

Segundo pesquisas na Colômbia, Juan Manoel Santos (Esq.) perderia no segundo turno para Antanas Mockus (Dir.) O resultado foi orbitalmente o contrário. J.M.Santos  venceu com 46,56%, mais da metade de votos de Mockus 21,5%

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