29 de jul de 2010

Mercadante terá campanha investigada por Procuradoria Eleitoral


SÃO PAULO - A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo vai investigar o uso de servidores do Senado nas campanhas do candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante (PT), e do candidato à reeleição no Senado Romeu Tuma (PTB).

De acordo com o Ministério Público, os procuradores eleitorais auxiliares instauraram portaria conjunta para investigar uma "eventual infração". O uso de servidores do Senado nas campanhas foi revelado em reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 29, do Estado.

Segundo a reportagem, os dois senadores por São Paulo que disputam o pleito deste ano mantêm assessores pagos pelo Senado em escritórios políticos na capital paulista.

Tuma tem 15 assessores em uma casa na Vila Mariana, zona sul da cidade. Mercadante mantém 16 em um escritório na Vila Madalena, zona oeste.

Entre eles está o motorista Alexandre Ramos Fonseca, funcionário do Senado, que tem levado Mercadante aos compromissos de campanha na capital. O petista negou irregularidades.

No caso de Tuma, Marcelo Ferreira Chagas informou que sua função no escritório político do candidato é dar suporte de informática. Chagas negou que estivesse fazendo campanha.

A assessoria de imprensa de Tuma argumentou que "ainda não foi criado o comitê eleitoral e a campanha de rua também não foi iniciada".

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