8 de abr de 2011

Das utilidades das tragédias: a mídia viciosa

A tevê por assinatura, pensa o pobre como eu, deve ser muito melhor por ter inúmeras opções na grade de programas de variados canais. Vacilei! Muita gente foi ludibriada, assim como eu. Afinal, meu maior interesse são os canais de informação, principalmente a Globo News, no entanto, já se passaram mais de três meses e vi que aquilo lá é pior do que a cobertura da tevê aberta que é de "grátis".

Passagem do ano passado para este em que estamos teve a tragédia da região serrana no Rio de Janeiro. E tome cobertura 24 horas por dia "exclusivas" e várias semanas. Acabou á pouco. Eis que veio terremoto, seguido de tsunami que resultou no desastre nuclear e tome cobertura, 24 horas por dia e algumas semanas. Acabou á pouco. Agora o caso do psicopata do Rio, para a infelicidade das crianças e das famílias da vítima. E tome mais da ampla cobertura, exaustivamente repetitiva até a última ponta.

Quanto tempo a mídia vai travar uma guerra entre ela para ver quem faz a melhor cobertura, as melhores redações, as melhores animações gráficas, a maior devassa na vida das vítimas e do psicopata, garimpar os detalhes, jogar a dúvida no ar sobre a razão da ação? Enfim, a mídia em geral está viciada em cobrir momentos históricos -  esses momentos históricos quem define são eles mesmos -, porém o maior vício da imprensa nacional é chocar, é provocar o choro, a lente está atenta a qualquer olho lacrimejando e a pergunta que mais ouvi dos jornalistas e/ou repórteres foi: "você chorou?".

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