28 de abr de 2011

A "Era Lula" é um castelo de cartas

Nada tão simbólico da "Era Lula" quanto uma obra construída na sua gestão. Um túnel das obras da eterna transposição do São Francisco desabou em parte. Leia:

Com 15 quilômetros de extensão, o túnel liga os municípios de Mauriti (CE) e São José de Piranhas (PB). De acordo com operários que trabalham no local, parte do teto ruiu. Os construtores tentavam abafar o caso e, segundo o jornalista Alex Gonçalves, do Radar Sertanejo, fiscais não permitiram a entrada de jornalistas no local. Estadão

Lula, com o comichão do palanqueiro insaciável, costumava inaugurar as obras desde o momento de sua planta. Fazia na verdade, com poucas obras um oba-oba, um rodízio de inaugurações cíclicas. Agora, assim como em outras obras como um conjunto habitacional que o governo construiu em área de risco, sendo abandonada logo depois pelos moradores que tinham saído de uma... área de risco.

Já caiu o castelo da autosuficiência de petróleo, está corroendo-se o mito do pagamento da dívida externa, a gastança que alimenta o inchaço estatal derruba a estabilidade financeira, a indiferença e incompetência como fermento da inflação, o colapso da infraestrutura que o PAC não resolve, etc. Esses são apenas alguns exemplos, pois não quero ser fastidioso.

Assim como todos as fábulas das conquistas do governo Lula citada acima, conto mais uma: o Pré-Sal. Como se pode acreditar na competência de um governo que se propõe a extrair petróleo de profundidade de 5.000 a 7.000 metros no fundo do mar, se não conseguem nem faz uma transposição de águas fluviais? 

A Era Lula é como essas obras que ele construiu, um castelo de cartas de baralho que caem facilmente com um vento um pouco mais arrojado e que a imprensa governista vive tentando abafar.

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