2 de mai de 2011

A morte de Osama Bin Laden, a guerra contra o islã radical e a obsessão antiamericana

Osama morreu. A guerra acabou? Não! Então agora é que começou? Não! A morte de Osama tem mais a ver com uma etapa no combate ao terrorismo islâmico, a maior talvez e mais emblemática, além de simbólica. Trabalhando por indícios posso dizer que os que negam a morte de Osama e acusam Obama de farsa estão delirantes. As fotos e o flagrantes de Osama em seu cafofo mortim da silva vão ser divulgadas quando necessário.

Quanto ao tratamento islâmico dado ao corpo do barbudo, muitos podem dizer que a Casa Branca está sendo muito gentil com a religião deles, um politicamente correto até na hora de despachar seu peor inimigo. Mas, creio que seja mais uma cautela que pode significar também um desabafo: dai a César o que é de César. Esse gesto diz muito bem: esse facínora e seu legado é do islã.

Sem conspirações ou pirações, não acredito que o governo americano tenha jogado Bin Laden ao mar. Essa declaração seria apenas para não causar tumulto de curiosidade, caso as autoridades americanas declarassem estar com o corpo se instalaria o caos. O finado deve estar bem guardado e tratado no formol, afinal a história da humanidade na barriga de tubarões e outros peixes seria de um desperdício. A intenção é a mesma que infelizmente não pôde ser feito com Hitler, empalhar o cadáver para servir de exemplo e calar possíveis negacionistas. Mas, para não causar uma serie de revoltas de ódio no mundo islâmico, Osama permanecerá muito tempo no necrócio.

O ódio doentio que o islã radical tem contra o Ocidente, sintetizado mais nos EUA, não se foi junto com Bin Laden, como nos leva a supor algumas reportagens sobre vida e obra de Osama e muito menos tem sua origem na Al Qaeda (A Base), sua organização terrorista. A raízes desse ódio são muito mais profundas. Para entender bem esse sentimento que também é discurso de ódio na boca de caudilhos sul-americanos recomendo a leitura de "A Obsessão Antiamericana" de Jean-François Revel.

O islã não é uma religião unificada, que tenha um mestre supremo, ela é multifacetada e a maioria de suas faces rangem os dentes quando o assunto é Ocidente. Eles gostam de IPad, Internet e Futebol, mas o radicalismo domina os quatro ventos do mundo árabe. Para muitos, não existe muçulmano moderado, um pensamento totalmente errado. É lógico que em meio a maior religião do mundo eles estão lá, apesar de silenciosos e vou além, acho que são a maioria, no entanto sabemos o estrago que fazem as minorias raivosas. 

O problema central do Islã com o Ocidente é que essa religião é incompatível com a idéia de democracia -- antes que falem da Turquia posso afirmar que aquilo nada tem a ver com ideal democrático -- e para a soma ficar mais totalitária ainda o islã é indissociável do Estado e qualquer nação muçulmana que se erga terá como fundamento as orientações nada democráticas dos profetas de Alá. É nesse ponto que se irmanam com os comunistas e os atritos do islã com os ideais progreçistas são varridos para debaixo do tapete. O resultado está ante aos olhos: o islã rumando para o domínio global e sua aversão a conversinhas democráticas, com eles é na bala, na forca e na bomba.

A guerra do Islã radical contra o ocidente (documentário ao lado) não acabou, ainda tem muitos gritando "Morte aos EUA", como é o caso da turminha de Ahmadinejad, mas por hora fiquemos na comemoração com o prosecco a vontade, sem poder é claro -- num ato de vigilância -- prolongá-la. 

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