26 de mai de 2011

Pedido de Dilma para despolitizar "Caso Palocci" é políticamente absurdo!

Uma das táticas petistas para defender-se de acusações, sempre merecidas, é o argumento da "luta política". Veiculado pelo Partido da Imprensa Gorvenista - PIG, essa desculpa ganha força, por que ao invés da mídia procurar saber se a acusação é válida ela fica especulando o que a oposição ganharia com o resultado de um escândalo, aí pronto!, ocultou-se o sentido da investigação e jogou a culpa da bagunça no colo da oposição.

Estivesse eu no senado ou no congresso subiria na tribuna e gritaria: "É tudo pela luta política!" Não há imoralidade em admitir o óbvio e ululante, já que somos todos políticos e é por meio dela que construimos este país através de debates, decisões e, acima de tudo, procuramos extirpar a corrupção dessa nação. Como tirar a política de um caso de corrupção política que visa se manter no poder político? Como tirar a política de um pedido de esclarecimentos de um político que se beneficiou através de ações políticas? Não há como! 

Escandaloso é o pedido de Dilma para despolitizar o caso Palocci. Como tirar de foco a política no caso em que um político do governo, com acesso vip as negociações econômicas, faz uso desses poderes para beneficiar seu partido e de quebra garantir uns extraordinários dividendos na sua conta bancária? Palocci não foi pego em situação constragedoramente particular, com uma amante num motel por exemplo.  Não se trata de um caso de discussão moralmente religiosa, é um caso de improbidade administrativa e prevaricação!

Principalmente no caso do escândalo Palocci, a política está envolvida feito uma jibóia na sua presa. Tirar a política do foco é transformar um caso de corrupção política em um simples caso de sucesso de lobby, tentativa do vice-presidente Michel Temer ao afirmar que precisamos discutir a regulamentação da prática.

Está na hora da oposição acabar com esse argumento, tão pobre quanto eficaz, da "luta e interesses políticos" ou algum Herói da Mídia, hoje em dia é o profissional que dá o nome da coisa a coisa. Está na hora de subir na tribuna e admitir: é luta política contra a corrupção, é interesse político na moralização da Casa!

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