6 de jul de 2011

Como ser Supremo sem ao menos ser o básico?

Em se tratando de drogas, a liberdade de expressão e a apologia equilibram-se em linha super tênue. Pode-se passar de uma simples marcha pela liberalização da droga para um evento que venha a encorajar e incentivar crianças e adolescentes a fazer uso da mesma.

O STF, em nome da liberdade de expressão liberou a marcha, ato nobre se fosse acompanhado de medidas que impedissem por outro lado, a apologia, tão presente em tais eventos. O YouTube está aí para mostrar o clima dos alienados. A decisão do supremo, por não abarcar a necessidade dessa fiscalização, foi no mínimo irresponsável, para não dizer que fez um enorme desserviço a saúde pública.

Mudando o assunto, mas ainda com a bola o STF. Como pode também em nome da soberania nacional, os ministros libertarem um assassino italiano condenado a pena de morte em seu país de origem? O que torna a decisão mais tosca é um tratado internacional assinado pelos dois países.

Outra. Sem provocar resultados maléficos a sociedade, porém debilitando o clima institucional, em nome da igualdade de direitos decidiu em favor da união civil homossexual. O fator agravante não está na decisão e sim no modus operandi. O poder executivo desabilitou o pode legislativo cuspindo na Carta Magna.

Temos o Estadão proibido de veicular notícias de corrupção em relação a familiares do presidente do Senado, Sarney. Um caso grave de censura! Temos um partido que se auto intitula o dono do país, com inúmeros casos de corrupção e roubalheira. Isso sim é ataque a Soberania! Mas, o STF não usa sua autonomia para acabar os poderes dos marechais do poder. Os ministros do supremos estão preocupados em fazer história, mesmo sem ao menos garantir os direitos fundamentais que a Constituição aborda. Coisas de Brasil!

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