28 de jul de 2011

Um branco, nascido em berço de ouro a favor das cotas. Um negro, de infância pobre e que conquistou tudo na base do mérito é contra as cotas


"Não dá pra dizer que eu com essa história branquinha parto do mesmo lugar do menino que nasce na favela que tem 350 anos de escravidão no Brasil." 
A miserabilidade das condições não tem cor, o preconceito é sempre contra os pobres, mal vestidos, sujos, que moram em áreas de risco e sem educação. Negro, branco ou amarelo, nessas condições sofrem o que há de pior. E por questões lógicas, no Brasil não existe ninguém com 350 anos de escravidão. 
"Não dá pra dizer que minhas filhas e ele estão tendo a mesma oportunidade na vida." 
Lógico que suas filhas têm melhor condições financeiras e oportunidades, não por serem brancas, mas por nascerem em berço de ouro. 
"O meniniho preto brasileiro, muito cedo ele sabe o tapa na cara da polícia" 
Sei. Criança de rua, pobre, vestida com trapos, suja não apanha da polícia por que é branca.


No vídeo, Hélio De La Peña comenta sobre cotas raciais a partir de 1m30s em diante. Hélio começa seu comentário reconhecendo a complexidade das políticas afirmativas e reconhece o assistencialismo barato por trás da proposta. Ele defende a educação de qualidade na base para todos e reforça que as cotas podem gerar mais preconceito por ser anti-meritocrática. La Peña dá um exemplo real da complexidade:

"O meu filho pode entrar pela cota de negros e eu não acho justo, o garoto estuda numa escola particular e aí ele bota lá que é negro e vai ter direito a uma coisa que um branco que não têm grana, não vai ter direito. Não acho certo isso"

Arrematando: o que vimos acima foi que um negro deu argumentos mais inteligentes de sua posição do que um branco, mostrando que cor da pele não pode ser considerado valor ou desvalor. Enquanto isso, Pedro Cardoso preferiu jogar pra torcida com ilações paupérrimas e frases feitas, clichês políticos.

O que eu quis mostrar foi que, independente de ser contra ou a favor, quem teve mais sensatez no que falou. Hélio, negro, infância pobre foi muito lógico. Pedro, branco, família abastada atuou no politicamente correto marxista. Isso prova que inteligência, sensatez é uma conquista.

"A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal." 

2 comentários:

José Cláudio de Oliveira Filho disse...

Então, sou mais a opinião Hélio De La Peña, já que daqui para frente só o negro poderá participar das cotas, enquanto isto um pobre branco ficará alijado de entrar na universidade por que não tem uma cota para ele. O certo seria contas para quem não tem dinheiro para colocar o filho em uma escola particular.

EMMANUEL 7 LINHAS disse...

totalmente equivocada a posição de hélio de la penha!!
em primeiro lugar a universidade pública para ser universidade deve se plural, coisa que ela não é!!
Em segundo lugar todo vestibular tem o rendimento mínimo a ser alcançado para que se entre em uma universidade, o resto é tapa da policia x danoninho e leite ninho.

Paleativo?? a ascensão de um menino negro , pobre, oriundo de uma favela a uma universidade pública é algo paliativo???

Discriminado?? Um estudante negro, como ele, naum foi discriminado por ser negro, mesmo sem cotas???

equivocada, raza e ignorante e preconceituosa, se é pra ser mais preconceituoso podemos dizer: típica fala de engenheiro!!!