2 de jul de 2011

A medicina-especulativa cubana; Ou: o preço que Hugo Chávez está pagando por acreditar na medicina cubana é alto demais

O socialismo prega um outro mundo possível que é impossível e incompatível com a realidade. Para essa chama utópica continuar viva ela necessita do capitalismo. O socialismo só é triunfante de forma virtual e sob as benesses do capitalismo. Quando praticado, o que temos como resultado é um desastre nos direitos humanos, na economia e nos direitos universais.

Sabendo disso, os únicos que lucram com o socialismo são justamente os seus líderes. Enquanto isso, os idiotas úteis trabalham em prol da própria desgraça. Diante de qualquer problema de saúde, por exemplo, esses caudilhos usam dos mais caros tratamentos e abrem o cofre do povo surrupiado por eles. Hugo Chávez, ditador venezuelano, dispõe das mais belas, caras e requintadas mansões em seu país, tudo fruto do socialismo, que tira dinheiro dos ricos e dá migalhas para os pobres, ficando com a quase totalidade dos recursos de um país em suas mãos.

No entanto, não se pode dizer que Chávez não é, ou era, nenhum um pouco fiel ao que proclama. Perturbado por uma doença correu para a terra de seu pai Fidel, Cuba. Já sabemos a razão, aquela conversinha mítica-comuna de que Cuba tem uma ecxelente medicina a disposição de seus habitantes, etc. e tal. O fato é que o blogue do Corona mostra uma matéria publicada no jornal espanhol El Periódico que diz que a medicina-especulativa cubana errou no diagnóstico de Chávez e quase o leva a óbito.

A tal miraculosa medicina cubana é tão real quanto a liberdade política ou qualquer outro tipo de liberdade que lá inexiste. Abaixo divulgo o testemunho de uma brasileira que sofreu o descaso e a ineficiência da saúde cubana, o testemunho é longo, mas vai só a parte que interessa.

O preço que paguei por acreditar em Cuba foi alto demais

Apesar de todas as dificuldades, eu não pensava em voltar ao Brasil, mas tive de retornar muito precocemente e sem o meu esposo, que faleceu vítima de um erro de diagnóstico, aos trinta anos. Ele sofreu um típico infarto em casa (não sou médica, mas todos os sintomas eram de infarto) e eu corri ao Hospital Cardiovascular de Havana, onde me disseram que meu marido estava bem (fui tratada como louca) e, depois de deixá-lo esperando sentando num banco por pelo menos duas horas sem socorro, ignorado pelos médicos, pedi que lhe dessem alta, pois via que a situação estava se agravando. leia mais

Ao chegar ao carro ele começou a ter convulsões, e eu fui correndo chamar o médico, que, com muita má vontade, chegou na janela do carro e disse a ele que respirasse devagar. Inconformada e desesperada, levei-o imediatamente para a Clínica Cira Garcia, onde o primeiro diagnóstico foi hipoglicemia, depois me disseram que na verdade ele estava tendo uma embolia pulmonar, mas que o caso era simples, embora necessitasse de uma UTI. Transferiram meu marido para o terceiro hospital, Hermanos Almejeras, lá o médico veio conversar comigo, confirmou o diagnóstico de embolia pulmonar e me disse que ficasse calma, pois ele estaria bem e em poucos minutos eu poderia vê-lo... Não houve tempo: ele faleceu antes disso.

Uma semana depois recebo o atestado de óbito com o laudo do exame necrológico: Infarto agudo do miocardio. Não creio que seja necessário descrever toda a minha dor, mas a minha revolta, esta sim, sempre fiz questão de revelar, pois após todo esse episódio escrevi uma carta ao Ministério da Saúde de Cuba, denunciando principalmente a maneira desumana como meu marido foi tratado no Hospital Cardiovascular. Fiz isso não por mim, nem por meu marido, mas por todos os cubanos, que não podem nem reclamar. Obtive uma resposta cínica onde simplesmente me disseram que a demora no atendimento não tinha nexo com o falecimento do Marcus.

Não houve realmente demora, o que faltou foi diagnóstico e dignidade. O preço que paguei por acreditar em Cuba foi alto demais. Íntegra

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