6 de ago de 2011

Desintegrar o PT: Ah, se fosse fácil, seria um enorme serviço e avanço da democracia brasileira

Passeio na blogosfera e vejo que há admiráveis blogueiros incitando o golpe de misericórdia contra o partido que mais defecou nos valores democráticos, éticos e políticos e que, em função do momento mais nojento da república e da pouca representatividade do PT, não haveria tempo mais oportuno para desferir tal golpe contra o Reino do Chiqueiro. Que me desculpem os suínos.

Partilho a mesma vontade de dizimar tal mal desta Pátria. Afinal, como arrematou Reinaldo Azevedo: "Se o PT perde, o Brasil ganha". Não há verdade mais cristalina na política de hoje do que esta. Porém, há um "Porém" e dos grandes. Precisamos admitir dois fatos: (1) o PT realmente não é uma grande força representativa no Congresso e Senado como muitos induzidos pelo senso comum pensam. (2) A força do PT não vêm do seu colegiado de políticos eleitos e sim dos pseudos movimentos sociais. Que são movimentos fundados pelo partido, ou seja, eles são o partido.

Com os Sindicatos, o MST, a UNE, ONG's e tudo mais que tenha nascido do partido atuando nas ruas contra um levante para acabar com PT, com certeza essa guerra teria uma outra conotação alardeada por pelegos das redações e editoriais, o dualismo vigarista que vez por outra volta cena nas campanhas: o rico vs. pobre; a elite vs. trabalhador; o neoliberalismo vs. socialismo ETECETERA e tal . E advinhem de quem a Globo tem medo? Dos fabricantes de inverdades e se não se rendesse pelo medo, renderia-se pelo dinheiro e advinhem de novo que está sentado no Cofre? Pois é...

Os sindicatos promoveriam grandes greves, o MST obstruiriam rodovias e ocupariam os INCRAS do país, a UNE fariam protestos (principalmente em Brasília) e as redações pelegas iam se fartar. A troco de qual desculpa fariam isso? Qualquer motivo torna-se nobre perante o clima batalha. As massas aderem facilmente.

A guerra contra tal força antidemocrática, que tenha todo esse aparato deve ser silenciosa e cirúrgica (expressão da moda). Lógico que o político não deve se declinar do papel de oposicionista, o combate a corrupção tem que continuar, como faz o incansável e mais nobre oposicionista Álvaro Dias (PSDB-PR). Mas declarar guerra nestas circunstâncias é pôr o rim na frente da tática.

Para finalizar: se houver mesmo uma oportunidade para sacramentar o afundamento dos petralhas, que não se perca a chance. No entanto, agora não é "o" momento. O único homem que pode acabar de uma hora pra outra com a petralha, sem mais nem menos, é o pelego-mor e esse é o acontecimento mais improvável.

Por enquanto amigos blogueiros, continuemos nosso trabalho...sem financiamento, porém com a verdade dos fatos e a honra ilibada (outra palavra da moda).

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