21 de jun de 2012

Lula e Maluf: o assentamento das poeiras

Ao contrário do que se veiculam nas correntes de opiniões da blogosfera, malufismo e lulismo não são forças antagônicas. A primeira é: pioneira, arcaica e uma espécie de produto manufaturado; a segunda força se traduz como: a industrialização, a profissionalização, agora o produto tem valor agregado e há também todo um cuidado com a embalagem, onde ficam encarregados marqueteiros e uma horda de promotores pagos e outros enganados.

Eram sim, concorrentes e como em qualquer disputa, se digladiaram por um mesmo tipo de liderança e poder. Agora se conectam, como diria a música do Rei, feito o côncavo e o convexo. Um atraia a preferência de uns e o outro, de outros, porém são feitos com os mesmos ingredientes, contudo com formas diferentes, como o croissant e a coxinha de frango.

É a união entre o traficante e o miliciano. O traficante tem quem o proteja, os "direitos humanos", afinal, o coitado é oprimido pelo sistema e não tem outra escolha a não ser pegar em armas e promover o vício. O miliciano tem um tribunal militar para lhe julgar. Bom, Lula escolheu Maluf e o miliciano cobrou o arrêgo. Num país com uma democracia séria, os dois estariam apertando as mãos em outro ambiente, com muros altos e vigilância intensa.

Apartar o que está agregado é construir uma teoria escalafobética. Talvez Maluf reivindique de Lula, para compensar essa indevida desnivelação, o título de "Homem Incomum", com o qual ele condecorou este estadista maranhense, José Sarney.

Insolita homines

Um comentário:

Anônimo disse...

24/06/2012 | 14:07 O exemplo vem do Paraguai

Reza a lenda que em 1964 políticos descontentes e a população em geral buscaram o apoio dos militares para mandarem as favas o comunista João Belchior Marques Goulart. No Paraguai, na semana passada, políticos e a população descontentes com o apoio do exército, mandaram o safado do Lugo para casa. Hoje, no Brasil, já temos políticos descontentes, uma grande parcela da população descontente (os não assistidos pelas esmolas e que pensam) e principalmente as FFAA humilhadas. A equação é a mesma, só falta o resultado. Mesmo que os políticos e a população queiram, só se governa com o braço armado, mas tem gente que não aprende.

Cláudio Antonio de Oliveira e Silva
Cristalina - GO

fonte: Coluna do Claudio Humberto, bronca geral, dia 24/06