12 de dez de 2015

A flatulência esquerdista do termo "golpe". FORA DILMA! FORA CUNHA!

A acusação esquerdista de "golpe" para o processo de impeachment contra a presidente Dilma, nada mais é do que a recorrência infantil à tática de espernear bovinamente. Não há, nessas formulações vagas, nenhum conteúdo que se dê crédito jurídico ou de qualquer valor crítico. Pelo contrário, observa-se um desespero da militância esquerdista, a mesma que fecha os olhos, as suas boquinhas e todos os orifícios para o grave clima institucional, político e econômico que foi vagarosamente instaurado no país nos sucessórios mandatos petistas. Para se ter uma ideia, se tudo der certo e se o Brasil tomar as medidas econômicas corretas, voltaremos a crescer só em 2020!¹ Em outras palavras, o PT de Dilma e Lula, conseguiu a proeza de trazer à tona um jargão que se ouvia em épocas de ditadura militar: A DÉCADA PERDIDA! 

O "manual para não-economistas"² explica o porquê as pedalas fiscais são um pré-requisito para abertura do processo de impeachment contra qualquer presidente, além de ser uma ação prevista na Carta Magna, o impeachment é considerado um remédio para democracias enfraquecidas por governos corruptos. Ainda pesa contra a gestão Dilma, a decisão unânime do Tribunal de Contas da União³, o TCU, de rejeitar as manobras recorrentes de sua equipe econômica para esconder rombos nos cofres públicos. Soma-se á isso, uma crise política sem precedentes em épocas democráticas: a corrupção escondida embaixo do tapete está vindo ao conhecimento da população.

O descontentamento popular aumenta cada vez mais com a inflação, fenômeno econômico que afeta principalmente os mais pobres. As famílias brasileiras sofrem com uma taxa de desemprego crescente e sem expectativas de melhoras. Ou seja, temos um cenário de crise desolador, experimentado por nossos vizinhos sul-americanos, Argentina e Venezuela: produtos mais caros, escassos, pouco poder de consumo e um alto endividamento. Todos esses fatores resultam em baixíssimos índices de popularidade. Ou seja, os eleitores que elegeram democraticamente Dilma para presidente, agora apoiam sua saída por meio do mecanismo constitucional, o impeachment. E não há nada de incoerente nessa tendência, pois devemos encarar esse acontecimento como um recall, quando as fabricantes chamam os clientes a trocarem peças ou lotes inteiros que estão com problemas e que possam colocar em risco a segurança dos compradores.

Por fim, temos o único argumento em que o esquerdista se sustenta e, assim como um elefante em cima de um galho fino, esse argumento é fraco. Se questiona a conduta do presidente da câmara, sua vida política pregressa cheia de maracutaias e suas manobras para se manter no cargo. O deputado Eduardo Cunha faz valer as suas prerrogativas políticas que são legais, porém, imorais. No entanto, TODOS os parlamentares o fazem e o fariam da mesma forma. Depois de todo o embasamento deste pequeno artigo que demonstra a legitimidade do processo de impeachment contra a gestão petista, só podemos afirmar que golpe seria o conluio entre Cunha e Dilma para ambos se livrarem de cassação de seus cargos.

Parece incoerência, porém devo afirmar posicionamento pessoal: tanto Cunha como Dilma merecem sofrer as consequências de suas ações. Isto deveria ser um posicionamento comum de todo cidadão que preze pelo bom andamento da sua nação. Contudo, o que vejo nas redes sociais, é uma defesa de Dilma e ataques á Eduardo Cunha, como pichações que vi outro dia: "Fica Dilma! Fora Cunha!". Não se defende a liberdade de um bandido só porque ele tem um alinhamento ideológico parecido com seu. FORA DILMA! FORA CUNHA!

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